Não há Unificação sem união.


O amar a si mesmo e o trabalho de Unificação

A necessidade do auto-aperfeiçoamento para o trabalho da Unificação foi assunto trabalhado com muita propriedade pelo expositor Alberto Almeida, elucidando sobre a importância de haver uma boa relação intrapessoal (amar-se) para que surja uma relação fraterna entre as pessoas (amar ao próximo), no caminho da Unificação.

"Como está se dando a nossa integração no Movimento de Unificação Espírita?", propõe como questionamento inicial.

Passando através de momentos que historicamente foram muito importantes para a Unificação dos espíritas, como o Pacto Áureo, de 1949, Alberto fala-nos da importância de trabalharmos juntos e unirmos os nossos esforços. Ressalta a proposição do Espírito de Verdade, no Evangelho segundo o Espiritismo, sobre a necessidade de nos integrarmos na Doutrina Espírita na qualidade de trabalhadores para servir a Jesus, pois "nos tempos atuais, temos visto muitas pessoas servindo-se de Jesus, ao invés de servir a Jesus", afirmou.

Alberto desenvolveu sua argumentação destacando três aspectos da Unificação que merecem atenção: a reunião, a união e a fraternidade.

"Não há Unificação sem união; não há união sem reunião; não há reunião sem fraternidade.

É a fraternidade que nos sugere ir ao encontro do outro, que nos propicia que nos unamos como irmãos. Ninguém faz Unificação de fora para dentro, pois é efeito de uma causa interior. Kardec nos mostrou isso, pois estabelecia para si, como meta, fazer viagens para conhecer e atender aos núcleos espíritas em outras cidades".

A proposta de Bezerra de Menezes, na mensagem intitulada "Unificação", recebida pelo médium Chico Xavier na década de 70, foi trabalhada por Alberto na reflexão sobre o papel dos trabalhadores espíritas no Movimento Espírita: "Seja Allan Kardec não apenas crido ou sentido, apregoado ou manifestado, a nossa bandeira, mas suficientemente vivido, sofrido, chorado e realizado em nossas vidas".

Kardec é colocado simbolicamente como o nosso encaixe com a Doutrina Espírita, pois é a chave que nos abre as possibilidades de entender o grande edifício doutrinário.

Explicou que um patamar mais alto precisa ser alcançado, não bastando ser espírita apenas enquanto fé ("crido ou sentido"), ou apenas manifestado como nosso Ideal ("apregoado ou manifestado, a nossa bandeira"), mas é necessário trazer o Espiritismo para uma dinâmica intrapessoal.

"É necessário não apenas sentir o Espiritismo perifericamente, mas interiormente. É preciso estabelecer a concretização da fé na experiência pessoal, fazer com que a Doutrina Espírita esteja dentro de nós e não apenas que estejamos nós dentro dela.

A vivência é a documentação da nossa relação com a Doutrina Espírita", estabeleceu Alberto.
A alquimia deste processo de viver Kardec é marcada pela depuração do nosso Ser, com momentos de sofrimento pelo esforço da renovação do egoísmo, ou o choro da vitória e da alegria, da superação.

"Neste momento, é Allan Kardec sofrido e chorado em nossas vidas", afirmou Alberto. E para concluir: "O trabalhador espírita, efetivamente, da Unificação é aquele que olha para sua história de vida e vê os monumentos realizados, que encontram ressonância na sua intimidade, pois não são apenas uma obra externa para os outros reconhecerem.

Pode não ser uma Casa Espírita, uma URE, uma equipe de trabalho, mas algo que foi concretizado na alma".
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fonte: www.feparana.com.br
Web site: www.feparana.com.br
Este foi o tema do Seminário que Alberto Almeida realizou no dia 26 de junho, em Curitiba (PR), no Teatro da Federação Espírita do Paraná, sob promoção da União Regional Espírita Metropolitana Norte.

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