O Tempo e o Presente...



O Tempo e o Presente
Santo Agostinho pela primeira vez, foi defrontado com uma questão, deveras difícil;

«Que fez Deus antes de criar o Universo?».
Assim este sábio, respondeu que o "tempo" era uma propriedade do Universo, e Deus, o tinha criado em simultâneo, e portanto não existia antes do seu começo.



Com a teoria do «Big Bang», esta questão, ficou resolvida, pois os cientistas, afirmam que o tempo começou com a «Grande Explosão», no sentido em que antes nada podia ser definido, muito menos o tempo.

Allan Kardec afirma In "A Gênese" «O tempo é a sucessão das coisas (...) no começo da Gênese (no nascimento do nosso planeta) o tempo ainda não sairia do misterioso berço da Natureza e ninguém pode dizer em que época de séculos nos achamos, porquanto o balancim dos séculos ainda não foi posto em movimento».

Agora que sabemos, que o tempo é uma característica do Universo, os cientistas preocupam-se, em estudar e descobrir as leis que regem o Universo, de acordo com o tempo.
Se soubermos como é o Universo num dado momento, essas leis explicar-nos-ão, como ele será mais tarde.
Com a teoria da relatividade, a idéia de tempo absoluto caiu por terra. Pois cada observador, obtinha uma medida diferente, dependendo do local que se encontrava, pois tudo está em movimento.

Desta forma, o tempo combina-se com o espaço, para formar um novo conceito, o espaço-tempo.

Um acontecimento que surja num determinado ponto do espaço, e numa determinada ocasião, terá que ser especificada por quatro coordenadas, três espaciais, e o tempo (x,y,z, t).

Se uma emissão de luz, for emitida num determinado tempo, e num ponto do espaço, à medida que o tempo passa, a luz propaga-se como uma esfera, cuja a posição e tamanhos, são independentes da fonte emissora.
Passado um determinado tempo, como dois milionésimos de segundo, o raio da esfera terá seiscentos metros, e assim sucessivamente.

















É exatamente, como se atirássemos uma pedra a um lago, e a ondulação provocada, se propagasse na superfície desse lago, cada vez mais, a aumentar o seu raio.
A ondulação propaga-se em circulo, que aumenta à medida que o tempo passa.

A luz que se propagou, desde o inicio da sua emissão, forma um cone tridimensional, no espaço-tempo quadrimensional.. A este cone chama-se a luz futura do acontecimento, ou seja, da fonte emissora.

Deste modo podemos, desenhar um outro cone, chamado de luz pretérita, que constitui o conjunto de acontecimentos, de que um impulso de luz, é capaz de alcançar o acontecimento dado.

Assim teremos dois cones um deles invertido, formando uma espécie de ampulheta, em que o momento em que os dois cones se tocam, é o acontecimento presente.



O futuro absoluto do acontecimento, é a região dentro do cone da luz futura, ou seja, são todos os acontecimentos, que poderão ser afetados pelo acontecimento.
O passado absoluto será a região dentro do cone de luz pretérita, nada mais que os acontecimentos a partir dos quais, os sinais propagam-se a uma velocidade igual ou inferior à da luz, e atingem este acontecimento, tendo a possibilidade, de afetar o acontecimento.
Estes cones, o futuro, o passado, e o acontecimento, dividem o espaço em três regiões.
Assim, se soubermos o que se está a passar dentro do cone de luz pretérita, poderemos prever o que se estará a passar com a fonte emissora (o acontecimento), e por conseqüência o futuro da luz.

Para tornar esta teoria mais simples focaremos dois exemplos:
Se o sol deixasse agora, de emitir luz, não nos afetaria, porque estamos fora do acontecimento, quando este se apaga, ou seja, estamos fora do cone de luz. Somente passados 8 minutos, é que daríamos conta, pois é o tempo que este leva a chegar a nós, só nesta altura é que os acontecimentos no nosso planeta ficariam no cone da luz futura do acontecimento antes deste morrer.

Assim, neste preciso momento, não sabemos o que se estará a passar no Universo mais longínquo, pois no caso dos astros mais afastados de nós, a sua luz propagou-se de lá à cerca de 8 mil milhões de anos.
Desta forma, quando olhamos para o universo estamos a vê-lo como ele era no passado.

Dois gêmeos, um deles ficou na terra, o outro foi fazer uma viagem interplanetária, numa nave a uma velocidade próxima da luz, quando o astronauta regressou, o seu irmão gêmeo, ou tinha já morrido de velhice, ou estava muito mais velho, que o astronauta, dependendo do tempo de viagem. Este exemplo na comunidade cientifica é conhecido, pelo paradoxo dos gêmeos.

Mas, só será paradoxo, se tivermos em mente o conceito clássico de tempo, como absoluto.
Einstein provou que o tempo absoluto não existe, mas cada indivíduo tem a sua medida pessoal de tempo, dependendo de onde se encontra e da maneira que se move.
Allan Kardec afirma In "A Gênese", ver Cap. XVI
>>Os espíritos desmaterializados, o espaço e o tempo não existem para eles.
“Mas, a extensão e penetração da vista são proporcionais à depuração deles e à elevação que alcançaram na vida espiritual.>>

Complementaremos esta teoria, com outra, antes de explicarmos, qual o objetivo pretendido, embora deixando já algo no ar.

A maior aposta dos físicos, é a «Teoria da Unificação Geral da Física», ou seja, a combinação ou fusão entre a
«Teoria da Relatividade», com a «Mecânica Quântica», juntamente com as teorias parciais, como a «Gravidade» e etc.

Mas toda esta teoria cientifica, continua em estudo e evolução, pois os físicos sabem, que deverá haver uma teoria única, que explique tudo, no Universo.
Mas, como é bastante difícil e moroso estes começaram e bem, pela fusão de teorias parciais, para no final então, como esperam, podendo demorar muitos anos, chegarem à tão esperada "Teoria da Grande Unificação".

Teoria da Grande Unificação.
Einstein, foi um dos maiores impulsionadores, mas sem um sucesso aparente, e assim, sua obra foi continuada, pelos físicos modernos.Quando se tentou unificar a "Mecânica Quântica" com a "Gravidade", foi necessário introduzir-se, o conceito de «tempo imaginário»



















Allan Kardec afirma In "A Gênese" «Tantos mundos haja na vasta expansão, tantos tempos diversos haverá e incompatíveis» Os físicos, já se interrogam sobre este novo conceito, se não será mais do que o «tempo real», embora visto de outra forma. O «tempo imaginário» não se distingue das regiões do espaço, desta forma tanto se pode ir para o futuro como para o passado, afirmam os cientistas.
Cientistas estes, com credibilidade, na comunidade cientifica, não nos referimos a pseudocientistas, que infelizmente existem espalhados pelos quatro cantos do planeta.

Por tudo isto se comprova teoricamente, é certo, e ainda em fase embrionária, o que Allan Kardec nos afirma In "A Gênese" «(...) com a conformidade do grau de sua perfeição, possa um Espírito abarcar um período de alguns anos, séculos, mesmo de milhares de anos, porquanto é um século em face do Infinito? (...) Ele vê simultaneamente o começo e o fim de um período; todos os eventos que nesse período constituem o futuro para o homem da terra, são o presente para ele. (...) Para Deus, “o passado e o futuro, são o presente», o futuro será sempre, o que hoje, fizermos dele.

"A História que é essencialmente História do Espírito, transcorre «no tempo», Assim, pois, «o desenvolvimento do Espírito cai no tempo». Hegel, porém, não se contenta em afirmar a «intratemporacialidade» do espírito como um factum, mas trata de compreender a possibilidade de que o espírito caia no tempo, que é o «sensível não-sensível». O tempo há de poder acolher o espírito, por assim dizer. E o espírito há de ser, por sua vez, afim com o tempo e com a sua essência."

HEIDEGGER, crítica de Hegel, em O Ser e o Tempo

Extraído do livro
O Espírito e o Tempo J. Herculano Pires










PESQUISA- João Cabral
ADE-SERGIPE-Aracaju-Sergipe-Brasil
Website: www.ade-sergipe.com.br
Em: 23.03.2009
Fonte- G.E.E.A.-GRUPO DE ESTUDOS AVANÇADO ESPIRITA-
(Retirado do Boletim GEAE - Número 349 de 15 de junho de 1999)
Luís de Almeida http://www.geae.inf.br/


Divulgação no Japão- ADE-JP-Associação de Divulgadores do Espiritismo do Japão
Montagem- Adalberto Prado de Morais- tioada@yahoo.com.br
JAPAN-MARÇO,2009

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